Acervo de livros, quadros, esculturas, pintura, manuscritos, postais, fotografias, revistas e papéis de valor, entre outros objetos.

01/07/2026

A SOCIEDADE MEDIEVAL PORTUGUESA

 

 

Autor. A.H. de Oliveira Marques

 À memória de Jaime Cortesão  

2º edição. 1971

Livraria Sá da Costa Editora. Lisboa 

«A Sociedade Medieval Portuguesa torna-se "uma Bíblia". Ninguém discorreu sobre as funções e os ritmos de trabalho do homem medieval, sobre as suas condições de habitabilidade, higiene ou saúde, sobre as suas manifestações exteriores de vestuário e mesa, sobre os seus afectos e crenças, sobre os seus valores culturais ou distracções ou sobre os seus modos de encarar a morte, sem recorrer a essa obra fundamental. E nela sempre encontrou - o que é marca identitária do seu autor em toda a sua produção científica - uma clara e sistemática exposição de cada tema, apresentada com clareza e objectividade, suportada por um vocabulário técnico-científico explicitado, e baseado numa ampla e sistemática investigação de fontes, sempre abonadas e em pleno identificadas. E quando as temáticas da vida quotidiana, da convivialidade, dos sentimentos e da religiosidade entraram no circuito do ensinar e aprender, tanto no ensino universitário como nos demais graus de ensino, então este livro foi lido e relido, tornando-se obra de consulta obrigatória

OS PAPAS NA IDADE MÉDIA


 

Autor. Geoffrey Barraclough

1ª edição. Agosto de 1972. Nº ed. 752

Este livro foi publicado originalmente por  Thames And Hudson,  Londres com o título " The Medieval Papacy ". 

Copyright by Geoffrey Barraclough, 1968.

Tradução de António Gonçalves Mattoso 

Editorial Verbo. História Ilustrada da Europa 


Na Idade Média, os Papas acumularam o poder espiritual com uma vasta autoridade política, atuando como líderes supremos da cristandade ocidental. O papado moldou monarquias, enfrentou o Sacro Império Romano-Germânico pela supremacia e centralizou a administração da Igreja a partir de Roma.
A trajetória do papado medieval é dividida em três fases principais:
1. Fragilidade e Influência Bizantina (Séc. V – VIII)
  • Subordinação: Durante a Alta Idade Média, os Papas sofreram forte influência do Império Bizântico e precisaram de proteção militar face a invasões bárbaras. 
  • Aliança com os Francos: Para garantir a independência e segurança de Roma, o Papa aliançou-se aos carolíngios (Pipino, o Breve e Carlos Magno), o que resultou na criação dos Estados Pontifícios em 756.
2. A Reforma Gregoriana e a Lisma das Investiduras (Séc. XI – XII)
  • Autonomia: Em 1059, o Papa Nicolau II instituiu que a eleição papal seria restrita aos cardeais, libertando o papado da interferência da nobreza romana e dos imperadores. [1]
  • Conflito de Poder: O Papa Gregório VII (responsável pela Reforma Gregoriana) bateu de frente com o Imperador Henrique IV. Através do Dictatus Papae (1076), ele defendeu que o poder espiritual do Papa estava acima de qualquer soberano temporal. 
  • Cisma do Oriente: Em 1054, a divergência de dogmas e de autoridade dividiu a cristandade, originando a separação entre a Igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa. 
3. O Apogeu do Poder Papal (Séc. XII – XIII)
  • O Auge: Sob o Papa Inocêncio III, a Igreja atingiu o auge do seu poder político e espiritual. O Papa tornou-se o árbitro da Europa, interferindo em disputas entre reis e convocando cruzadas.
  • Ordens Mendicantes: Este período foi marcado pela aprovação de novas ordens religiosas, como os Franciscanos e os Dominicanos, que renovaram o fervor espiritual da época. [
4. Crise, Cisma e Declínio (Séc. XIV – XV)
  • Cativeiro de Avinhão: No início do século XIV, o rei Filipe IV da França exerceu forte pressão, forçando a transferência da sede papal para Avinhão, na França (1305–1377).
  • O Grande Cisma do Ocidente: Após o retorno a Roma, a eleição de Papas rivais dividiu a Europa em alianças políticas, com dois ou três pretendentes ao trono de São Pedro em simultâneo.
Curiosidade histórica: Ao longo de toda a Idade Média, a Igreja Católica foi liderada maioritariamente por italianos, destacando-se o Papa João XXI (Pedro Julião, nascido em Lisboa), que foi o único Papa português da história

A FORMAÇÃO DO ESTILO POR ASSIMILAÇÃO DOS AUTORES

 

 

Autor. António Albalat

Tradução de Cândido de Figueiredo 

3ª Edição. Lisboa. 1922

Livraria Clássica Editora 

 

Antoine Albalat (1856–1935), um escritor e crítico literário francês que ensinava sobre estilo e técnica de escrita, e suas “20 regras”. Albalat dedicou grande parte de sua carreira a analisar o estilo literário de grandes autores franceses (especialmente dos séculos XVII e XIX, como Flaubert e Bossuet) e a oferecer conselhos práticos para aspirantes a escritores sobre como aprimorar sua técnica e estilo.
"A Formação do Estilo pela Assimilação dos Autores", de Antoine Albalat, é uma obra clássica que ensina a desenvolver um estilo próprio de escrita através do estudo e imitação ativa de bons escritores. A ideia central é absorver a sensibilidade e os processos técnicos dos grandes mestres, em vez de apenas copiar frases. 
Aqui estão os pontos-chave sobre esta metodologia:
  • Imitação como Aprendizado: Albalat argumenta que a imitação não é um exercício mecânico ou servil (paródia/plágio), mas sim um método de transpor imagens e procedimentos técnicos para a própria escrita.
  • Assimilação do Estilo: O objetivo é internalizar a forma como os autores expõem suas ideias, aproveitando-as para criar um estilo pessoal, e não uma cópia idêntica.
  • Estudo dos Grandes Mestres: O livro incentiva a leitura minuciosa e a análise da obra de escritores consagrados para entender como eles constroem frases e imagens.
  • Método Ativo: A formação do estilo é descrita como um trabalho prático, onde a sensibilidade interior é refinada pela assimilação. 
A obra, também editada em português (por exemplo, pela Livraria Clássica Editora), é um guia prático para quem busca aprimorar a escrita criativa e técnica

DETERMINISMO ANTROPOGEOGRÁFICO ( O meio e a raça )

 

 

Autor. José de Oliveira Boléo

1ª edição. Lisboa 1935

O livro está valorizado com a rubrica do autor. 


"Determinismo Antropogeográfico (O meio e a raça)" é uma obra de 1936 da autoria de José de Oliveira Boléo, publicada pela Imprensa Beleza em Lisboa. O livro aborda o determinismo geográfico e biológico, explorando como o meio ambiente e as características biológicas (raça) influenciam as populações humanas
Pontos-chave do Contexto:
  • Autor: José de Oliveira Boléo (1905-1974), conforme registos da Biblioteca Nacional de Portugal.
  • Publicação: Lisboa, 1936, Edição de Autor/Imprensa Beleza, 190 páginas.
  • Conteúdo: A obra insere-se nos estudos que tentam explicar a diversidade cultural e social através de fatores externos, como a geografia e a biologia.
Contexto Histórico:
  • O determinismo geográfico e o determinismo biológico foram teorias relevantes nos séculos XIX e início do XX, embora hoje não sejam consideradas científicas, sendo entendidas como explicações que tentavam atribuir a fatores externos a produção cultural humana.
  • Estudos da mesma época, como os de Oliveira Vianna no Brasil (1920-1933), também debatiam a influência do meio tropical e da composição racial na formação de nações, discutindo a relação entre populações e o ambiente.

REVISTA DA FACULDADE DE LETRAS Tomo XV - 2ª Série. Nºs 1 e 2


 Autores. Diversos.

 Edição da Universidade de Lisboa

Ano de 1949 


Em 1948 e 1949 realizaram-se notáveis conferências nesta Faculdade. Professores e investigadores, portugueses e estrangeiros, continuaram uma já longa série de exposições científicas em variados ramos humanísticos. Algumas, ou a maior parte, serão publicadas oportunamente nesta revista (...) *

* Breve extrato de " Vida da Faculdade " 

ZEND AVESTA ( Zarathustra ) EL DHAMMAPADA (Budha Shidharta Gautama )


 

Comentários a Zend Avesta. Jacques Darmesteter. 

El Dhammapada. Tratado Ético. Tradução de Max Muller

1º edição. 20 de Março de 1964

Oficinas Gráficas de Julio Kaufman S.R.L.- Buenos aires 


O Zend Avesta de Zarathustra e O Dhammapada de Budha Shidharta Gautama são frequentemente publicados juntos em coleções de textos sagrados, representando duas das mais influentes tradições religiosas orientais: o Zoroastrismo e o Budismo, respectivamente. Estas obras oferecem insights sobre a ética, a sabedoria e a espiritualidade destas tradições. 
  • Zend Avesta (Zarathustra/Zoroastro): É o livro sagrado do Zoroastrismo, focando no dualismo entre o bem (Ahura Mazda) e o mal (Angra Mainyu), com ênfase na ética, oração e pureza. 
  • O Dhammapada (Budha Shidharta Gautama): Uma das obras mais conhecidas do cânone budista, contém aforismos que ensinam o caminho para a iluminação, a superação do sofrimento e a prática da virtude, frequentemente traduzido por Max Müller. 
Esses textos, muitas vezes compilados em coleções como a de "Libros Sagrados de Oriente", são considerados difíceis de encontrar em edições antigas

DEMOCRACIA. Princípios - Métodos - Instituições - Críticas


 Autor. A. Lobo Vilela

1ª edição. 20 de Janeiro de 1949

Edição dos serviços centrais da candidatura do exmº Senhor General Norton de Matos à Presidência da República 


A democracia é um sistema político baseado na soberania popular, onde o poder é exercido pelo povo, diretamente ou através de representantes eleitos. Envolve princípios de igualdade, métodos de competição livre e instituições que garantem direitos fundamentais.
Aqui está uma visão estruturada da democracia:
1. Princípios Fundamentais
  • Soberania Popular: Todo o poder emana do povo.
  • Igualdade Política: Todos os cidadãos têm direitos iguais (igualdade de voto).
  • Liberdade: Liberdade de expressão, associação e de formar opiniões.
  • Estado de Direito: O governo é limitado por leis que garantem a segurança jurídica e a ordem.
  • Pluralismo Político: Coexistência de múltiplas opiniões e partidos.
  • Respeito às Minorias: Garantia de direitos, mesmo com a decisão da maioria. 
2. Métodos de Exercício
  • Eleições Livres e Periódicas: Votação livre, justa e regular para escolher representantes.
  • Democracia Representativa/Constitucional: Os cidadãos elegem representantes (parlamento/governo) que tomam decisões em seu nome.
  • Democracia Direta: Participação direta dos cidadãos, como em referendos ou plebiscitos.
  • Participação Ativa: Manifestações, protestos, abaixo-assinados e monitorização das instituições.
3. Instituições Imprescindíveis
Segundo teóricos como Robert Dahl, uma poliarquia (democracia real) requer: 
  • Acesso eletivo aos cargos de governo.
  • Eleições livres, justas e periódicas.
  • Cidadania inclusiva (sufrágio universal).
  • Liberdade de expressão.
  • Fontes de informação diversificadas (pluralismo mediático).
  • Liberdade associativa e de organização.
  • Instituições de garantia de políticas (fiscalização). 
4. Críticas e Desafios
  • Qualidade da Representação: Dificuldade de os eleitos refletirem fielmente a vontade popular.
  • Desigualdade Económica: A influência desigual de grupos económicos pode afetar a igualdade política.
  • Crise de Confiança: Baixa confiança nas instituições políticas, parlamentos e partidos.